ENTRE SILÊNCIOS E CEGUEIRAS
UMA OUTRA MARGEM
Keywords:
Waters, Silence, Blindness, CrossingAbstract
The proposal for this article is an analysis of two short stories of Portuguese language literature, namely: "The third bank of the river", of the Brazilian Guimarães Rosa, and "The blind fisherman", of the Mozambican Mia Couto. The bias that we will weave for this, runs, above all, through the waters of the river and the sea, where the narratives are developed and contemplates the silence and the blindness as a point of contact between the two works. Thus, we seek to observe how the transformations of the characters that, in the face of mystery, the inexplicable and the obscure, experience a new identity that crosses to another margin, yet to be explored within itself. The studies of Orlandi, Chauí, Wisnik, Bosi, Bachelard, among others, will serve as support in this crossing.
References
ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução: Vinzenzo Cocco. São Paulo: Abril, 1984.
BACHELARD, Gaston. A água e os sonhos: ensaios sobre a imaginação da matéria. (Tradução: Antônio de Pádua Danesi). São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BENJAMIN, Walter. Experiência e Pobreza. In: Obras Escolhidas I. (Tradução: Sérgio Paulo Rouanet). São Paulo: Ed. Brasiliense, 2012.
BORGES, Jorge Luís. Siete noches. Buenos Aires: Tierra Firme, 1980.
BOSI, Alfredo. Fenomenologia do olhar. In: NOVAES, Adauto (et al.). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
CARDOSO, Sérgio. O olhar viajante (do etnólogo). In: NOVAES, Adauto (Org.). O olhar. São Paulo: Companhia da Letras, 1988. p. 347-360.
CARVALHAL, Tânia Franco. O próprio e o alheio. Ensaios de literatura comparada. Editora Unisinos, 2003.
CHAUI, Marilena. Janela da alma, espelho do mundo. In: NOVAES, Adauto (et al.). O olhar. São Paulo: Companhia da Letras, 1988.
CHIAMPI, Irlemar. O mágico e o maravilhoso. In: O realismo maravilhoso: forma e ideologia no romance hispano-americano. São Paulo: Editora Perspectiva, 2008, p. 43-50.
COUTO, Mia. O pescador cego. In: Cada homem é uma raça. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 93-105.
COVIZZI, Lenira M. O insólito em Guimarães Rosa e Borges. São Paulo: Ática, 1978.
GALVÃO, Walnice Nogueira. Mitológica rosiana. São Paulo: Ática, 1978. (Coleção Ensaios número 37).
GINZBURG, Jaime. Cegueira e literatura. In: Aletria: Revista de Estudos de Literatura, v. 11, 2003, p. 53-64. > Disponível em: www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/2233. Acesso em: 09/07/21.
HERÁCLITO. In: Os pré-socráticos. Seleção de textos e supervisão de José C. de Souza; (Vários tradutores). São Paulo: Abril Cultural, 1973.
LE BRETON, David. Do Silêncio. Lisboa: Instituto Piaget, 1997.
ORLANDI, Eni Puccinelli. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas: Editora da Unicamp, 2007.
ROSA, João Guimarães. A terceira margem do rio. In: Ficção completa: volume II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 409-413.
WISNIK, José Miguel. Iluminações profanas. In: NOVAES Adauto (et al.). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Os direitos autorais para trabalhos científicos são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Como esta é uma revista eletrônica de acesso público, os artigos são de uso gratuito, em aplicações educacionais e não-comerciais, devendo ser observada a legislação sobre direitos autorais, em caso de utilização dos textos publicados nesta revista.
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado