A CEIA QUE SE PERDE
O IMPACTO DA EVOLUÇÃO DAS MÍDIAS NOS ENCONTROS FAMILIARES PELA ÓTICA DE ANNIE ERNAUX
Palavras-chave:
Memória; História; Esquecimento; Refeições familiares; Mídias.Resumo
O presente trabalho busca realizar uma investigação acerca de como Annie Ernaux, na obra Os Anos, utiliza a imagem das refeições, em conjunto com a arqueologia das mídias, para reconstruir a sua memória individual a partir de uma memória coletiva. Para tal análise, foram selecionadas quatro passagens sobre esse cenário das refeições familiares, lembranças individuais de Annie Ernaux, que demonstram a presença das mídias na memória coletiva. Analisou-se também como as conversas durante essas refeições mudaram ao longo das décadas com a chegada e evolução das mídias. Para uma avaliação mais aprofundada, buscou-se responder ao seguinte questionamento: Com o surgimento e a inserção das mídias e novas tecnologias no ambiente familiar, especialmente durante as refeições, pôde-se observar uma perda de protagonismo da memória? A partir dessa questão refletiu-se sobre como a convivência entre as pessoas foi se perdendo à medida que as mídias foram surgindo e como o desenvolvimento tecnológico contribuiu para uma pobreza de experiência. Como arcabouço teórico desta pesquisa, trabalhou-se com o conceito de Walter Benjamin acerca da experiência, com o papel da memória coletiva para Maurice Halbwachs e com o texto crítico de Eric de Sales que trata sobre a história, a memória e o esquecimento.
Referências
BENJAMIN, Walter. Experiência e Pobreza in Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 8ª ed. revista - São Paulo: Brasiliense, 2012.
DE SALES, Eric. Cronos, Mnemosine, Clio e a defesa do patrimônio. Historiæ, [S. l.], v. 6, n. 2, p. 153–166, 2016. Disponível em: https://periodicos.furg.br/hist/article/view/5589. Acesso em: 30 jan. 2025.
ERNAUX, Annie. Os Anos. São Paulo: Fósforo, 2021.
HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.
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