SENTENÇAS COPULATIVAS COM O VERBO “SER” NA EDUCAÇÃO BÁSICA
UMA ANÁLISE DE LIVRO DIDÁTICO DO ENSINO MÉDIO
Palavras-chave:
sentenças copulativas, análise linguística, livro didáticoResumo
O presente artigo objetiva analisar como são abordadas as construções copulativas com o verbo ser em um livro didático do Ensino Médio aprovado pelo PNLD 2021. Para a fundamentação teórica, realizamos um levantamento sobre as propriedades sintáticas e semânticas do verbo ser e das construções em que esse verbo aparece com base nos gramáticos Bechara (2019), Cunha e Cintra (2017) e Rocha Lima (2011), e nos pesquisadores Raposo (2013), Heycock (2012) e Mikkelsen (2011). Ademais, também realizamos uma breve discussão sobre o ensino de gramática e a prática de análise linguística a partir de Kenedy (2013), Vicente e Pilati (2012), Mendonça (2006), entre outros. Ao fim do estudo, concluímos que o material analisado não promove uma reflexão adequada sobre as diferentes funções das sentenças copulativas com o verbo ser, nem articula esse conteúdo efetivamente com a produção textual.
Referências
BAGNO, M. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2011.
BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 39. ed. Rio de Janeiro: Nova. Fronteira, 2019.
BEAUGRANDE, R. New Foundations for a Science of Text and Discourse: Cognition, Communication, and Freedom of Access to Knowledge and Society. Norwood, New Jersey: Alex, 1997.
BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEEF, 1997.
BRASIL. Portaria n. 36, de 28 de janeiro de 1959. Nomenclatura Gramatical Brasileira. Rio de Janeiro, RJ: Ministério de Estado da Educação e Cultura, 1959. Disponível em: <<https://docs.ufpr.br/~borges/publicacoes/notaveis/NGB.pdf>>. Acesso em: 15 de agosto de 2022.
CHINAGLIA, J. V. Linguagens em interação: língua portuguesa. 1. ed. São Paulo: IBEP, 2020.
CHOMSKY, N. Knowledge of language: its nature, origin, and use. Praeger, 1986.
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
GERALDI, João Wanderley. (org). O texto na sala de aula: leitura e produção. 2.ed. Cascavel: Assoeste, 1985
GOMES, A. F. R. Small clauses nominais e estruturas equativas. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, v. 49, n. 2, p. 39-47, 2007.
HEYCOCK, C. Specification, equation, and agreement in copular sentences. Canadian Journal of Linguistics, v. 57, n. 2, p. 209-240, 2012.
HEYCOCK, C.; KROCH, A. Inversion and equation in copular sentences. Paper presented at the workshop on (Pseudo)clefts at the Zentrum für Allgemeine Sprachwissenschaft (ZAS), Berlin, November, 1997.
______. Agreement, inversion and interpretation in copular sentences. Paper presented at Formal Approaches to Slavic Linguistics 8, Philadelphia, 1999a.
______. Pseudocleft connectedness: Implications for the LF interface level. Linguistic Inquiry v. 30,p. 365–397, 1999b.
______. Topic, focus, and syntactic representations. Proceedings of West Coast Conference on Formal Linguistics (WCCFL) 21 ed. Line, 2002.
HIGGINS, R. F. The Pseudo-cleft Construction in English. New York: Garland, 1979.
KENEDY, E. Possíveis contribuições da linguística gerativa à formação do professor de língua portuguesa. Revista de Letras. Fortaleza: UFC, v. 1, n. 32, 11, jan./jun. 2013.
LAGE, N. M. As estruturas DP-SER-DP no Português Brasileiro. Dissertação - Mestrado em Linguística - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1999.
LAHOUSSE, K. Specificational sentences and the influence of information structure
on (anti-)connectivity effects. Journal of Linguistics 45:139–166, 2009.
LOBATO, L. O que o professor de ensino básico deve saber sobre linguística. Ms. SPBC, 2003.
MATENCIO, M. L. M. Estudo de língua falada e aula de língua materna. São Paulo: Mercado das Letras, 2001.
MIOTO, C; SILVA, M. C. F; LOPES, R. Novo Manual de Sintaxe. São Paulo: Contexto, 2013.
MORO, A. Small Clauses with Predicative Nominals. In: CARDINALETTI, A.; GUASTI, M. T. Syntax and Semantics: Small Clauses. Vol. 28. Califórnia: Academic Press, 1995.
______ . The raising of predicates. Predicative noun phrases and the theory of clauses structure. Cambridge, CUP, 1997.
PERINI, M. A.; FULGÊNCIO, L. O emparelhamento temático e a análise do predicativo em português. Revista da ABRALIN, v.10, n.1, p. 149-202, jan./jun. 2011.
RAPOSO, E. P. et al. Gramática do Português. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013.
ROCHA LIMA, C. H. Gramática normativa da língua portuguesa. 49.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.
SOARES, M. Português na escola: história de uma disciplina curricular. Materiais escolares: história e sentidos. Revista de Educação AEC. Brasília, vol. 25, nº 101, out/dez. de 1996. Disponível em: <<https://www.academia.edu/33234318/Portugu %C3%AAs_na_escola_Hist%C3%B3ria_de_uma_disciplina_curricular>>. Acesso em: 5 dez. 2023.
STOWELL, T. "What was there before there was there?". In: FARKAS, D et al (eds).
Papers from the 14th Regional Meeting. Chicago, Chicago Linguistic Society, 1978.
OLIVEIRA, M. C. P. As frases copulativas com “ser”: natureza e estrutura. 2001. 126f. Dissertação (Mestrado em Linguística Portuguesa Descritiva) - Universidade de Porto, Porto, 2001. Disponível em:<<https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/13058>>. Acesso em: 22 dez. 2023.
VICENTE, H. G.; PILATI, E. Teoria gerativa e “ensino” de gramática: uma releitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Verbum – Cadernos de Pós-Graduação. São Paulo: PUC-SP, n. 2, p. 4-14, 2012. Disponível em:<<https://revistas.pucsp.br/index.php/verbum/article/view/12793/9279>>. Acesso: 23 nov. 2023.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os direitos autorais para trabalhos científicos são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Como esta é uma revista eletrônica de acesso público, os artigos são de uso gratuito, em aplicações educacionais e não-comerciais, devendo ser observada a legislação sobre direitos autorais, em caso de utilização dos textos publicados nesta revista.
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado