A MULHER “DE VERDADE” DE AMÉLIA
A TRANSGRESSÃO MORALIZADA DA RAINHA DO LAR
Palavras-chave:
Gênero, Educação, Papéis sociais, Escritas Feministas, MoralResumo
A escrita deste artigo nasceu das inspirações provocadas pela história e vida de Amélia Augusta Rodrigues do Sacramento. Mulher do interior baiano, que se diferenciou em sua época por ter feito mais do que era permitido às demais, aprendeu não só a ler e contar, mas a uma gama de possibilidades de acesso a leituras e materiais que a promoveram para uma Educação além do lar. Esse material inquieta e deseja sacudir estruturas, questionando sobre o que pode o corpo mulher que está em casa, que lava e que passa, trazendo autores como Silva (1997) e Alves (1998) nas contações sobre Amélia e fazendo conversações com Deleuze (1992), Foucault (1990, 2013) e Guacira Louro (1997). Além daqueles que se conectam nessas escrevinhações como Machado e De Souza Nascimento. Amélia se movimentou do dever ao devir. Sua vida e a Educação que defendia provocavam subversões, assim como sua escrita se constitua enquanto reveladora de paradoxos.
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