LA BRUJA ESPECTRAL
MONSTRUOSIDAD, GÓTICO Y VIOLENCIA ESTRUCTURAL EN LA NOVELA TEMPORADA DE HURACANES, DE FERNANDA MELCHOR
DOI:
https://doi.org/10.32988/rep.v16n1.3029Palabras clave:
Bruja espectral, Gótico contemporáneo, Violencia estructural, Disidencia de género, Literatura latinoamericanaResumen
Este artículo analiza la construcción del personaje conocido como "la Bruja" en la novela Temporada de Huracanes, de Fernanda Melchor (2023), a partir de las relaciones entre el gótico y el horror, articulados a la colonialidad y a la disidencia de género. El objetivo es comprender cómo la novela moviliza elementos del horror y del imaginario gótico para representar violencias estructurales que atraviesan la narrativa, en la cual el miedo opera como dispositivo de organización simbólica de la comunidad. Se parte de la hipótesis de que la monstruosidad atribuida al personaje no es producida por elementos sobrenaturales, sino por las propias estructuras sociales que producen exclusión, violencia y marginación de forma sistemática. Construida discursivamente por rumores, memorias fragmentarias y proyecciones colectivas de la comunidad, "la Bruja" emerge como figura espectral que condensa miedos relacionados con la misoginia, la marginación socioeconómica y la inadecuación a las normas de género. Se argumenta que la novela configura una forma de horror que opera como tecnología de exposición de las tensiones históricas de la colonialidad y de la violencia estructural. El análisis busca comprender cómo estas tensiones son producidas y reorganizadas por el propio lenguaje narrativo que estructura la percepción del horror y organiza su inteligibilidad estética y política.
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