LIVROS, MEMÓRIA E CENSURA

UMA LEITURA DE “BIBLIOTECA MALDITA”, DA ARTISTA MARILÁ DARDOT

Autores/as

  • Deborah Walter de Moura Castro Universidade Federal de Alfenas

Palabras clave:

silencio, memoria, olvido, Biblioteca Maldita, Marilá Dardot

Resumen

En diferentes períodos, los libros fueron recogidos o quemados casi siempre como un acto ritual de amenaza al pensamiento de un pueblo, una forma casi teatral de afrenta a la memoria o una posibilidad metafórica de matar o anestesiar culturas y sociedades. Desde finales del siglo XX, el universo artístico ha visto proliferar producciones que tratan de la escritura, los libros, las bibliotecas y las ruinas, suscitando una simbología monumental como metáfora de las memorias y los olvidos. En 2017, la artista brasileña Marilá Dardot expuso la obra/instalación “Biblioteca Maldita”, compuesta por 15 libros escritos por mujeres que fueron prohibidos en Portugal durante el régimen dictatorial del Estado Novo. El objetivo de este trabajo es proponer una lectura de la obra de Dardot a partir de la presencia de los libros, la escritura y de conceptos como el silencio, la memoria y el olvido.

Citas

ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Obra Poética. 3ª. ed. Porto: Assírio e Alvim, 2015.

ANTELO, Raul. Ruinologia. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2016.

ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultura. Trad. Paulo Soethe. Campinas: Ed. Unicamp, 2011.

ASSMANN, Aleida. Qual é o significado real da lembrança - Uma entrevista com Aleida assmann. Revista Humbolt. Trad. Soraia Vilela. Goethe-Institut e. V., Online-Redaktion: Munique, 2011.

Disponível em: <https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/fok/cul/20809570.html>. Acesso em: 10 jun. 2024.

BARRENO, Maria Isabel, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Novas cartas portuguesas. 2ª ed. São Paulo: Círculo do Livro, 1975.

DANZIGER, L. Perigosos, subversivos, sediciosos. MODOS. Revista de História da Arte. Campinas, v. 2, n.1, p. 236-244, jan. 2018. Disponível em: ˂http://www.publionline.iar.unicamp.br/index.php/mod/article/view/1032˃; DOI: https://doi.org/10.24978/mod.v2i1.1032. Acesso em: 23 jan. 2025.

DWORKIN, Craig Douglas. Reading the illegible: avant-garde and modernism studies. U. da California: Berkeley, 2003.

GAETA, Antônia. Contencio, corte e selecção: entrevista a Marilá Dardot. Contemporânea. Ed. 11. 2017. Disponível em: <https://contemporanea.pt/edicoes/11-2017/contencio-corte-e-seleccao> Acesso em: 5 julho, 2025.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo: Ed. 34, 2021.

GROS, Frédèric. Fazer calar e fazer falar o sexo. In. Mutações: o silêncio e a prosa do mundo. Org. Adauto Novaes. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2014. p. 337-350

GROSSO, Inês. Marilá Dardot: Interdito. 2017. Disponível em: https://www.premiopipa.com/wp-content/uploads/2010/06/2017InesGrossoPT.pdf. Acesso em 28 jun. 2025

HORTA, Maria Teresa. Poesia Reunida. Prefácio de Maria João Reymond. Lisboa: Dom Quixote, 2009.

MANGUEL, Albert. Uma história da leitura. Trad. Pedro Maia Soares. Companhia das Letras, 1997.

MELENDI, Maria Angélica. As más notícias. Trad. Aléxis de Azevedo. 2015. Disponível em: <https://files.cargocollective.com/c1040937/2015DiarioPort.pdf> Acesso em: 01 jun. 2025

SELIGMANN-SILVA, Marcio. Exposição “Hiatus” e a violência ditatorial na América Latina. Jornal da USP. 8/12/2017. Disponível em: <https://jornal.usp.br/artigos/exposicao-hiatus-e-a-violencia-ditatorial-na-america-latina/)>. Acesso em: 05 jun. 2025

STEINER, George. Aqueles que queimam livros. Trad. Pedro Fonseca. 2a. ed. Ed. Âyiné, 2020.

Publicado

30-11-2025

Cómo citar

Castro, D. W. de M. (2025). LIVROS, MEMÓRIA E CENSURA: UMA LEITURA DE “BIBLIOTECA MALDITA”, DA ARTISTA MARILÁ DARDOT. (Entre Paréntesis), 15(1). Recuperado a partir de https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/entreparenteses/article/view/2712

Número

Sección

DOSSIÊ "MÍDIA, IMAGEM E MEMÓRIA"