Caracterização dos casos de atendimentos anti-rábicos humanos na cidade de Maringá, PR

  • Michelle A Correa
  • Natália S. Martins
  • Elcio N. Chagas
  • Eric Batista Ferreira Professor Adjunto III Instituto de Ciências Exatas Universidade Federal de Alfenas
Palavras-chave: atendimento anti-rábicos, raiva humana, Maringá

Resumo

Os vírus que afetam o sistema nervoso central (SNC) penetram na circulação sanguínea ou linfática. Assim, quando um vírus atinge o SNC, suas células começam a ser destruídas, desencadeando uma resposta imune tardia. Dentre as doenças microbianas do sistema nervoso, destaca-se a raiva humana, uma doença causada por um vírus, que apresenta como principal característica comprometer o SNC sob a forma de encefalite. Sua transmissão se dá por secreções infectadas, usualmente saliva, as quais atingem o organismo por meio da mordedura animal ou da ferida aberta. O período de incubação varia em média 45 dias no homem e 10 dias a 2 meses no cão e no período de transmissibilidade nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a evolução da doença, sendo que a morte do animal acontece, em média, entre 5 a 7 dias após a apresentação dos sintomas. Na cidade de Maringá-PR, realizou-se um levantamento em relação aos casos de raiva humana. E, por meio deste levantamento, foi feita uma caracterização dos casos de atendimentos anti-rábicos humanos, ocorridos no ano de 2012 e avaliar-se-á possíveis associações entre as variáveis: tipo de animal, tipo de ferimento, número de ferimentos e localização do ferimento. Com os resultados obtidos, verificou-se que o perfil dos pacientes atendidos é predominantemente do sexo masculino, cor branca, com ensino médio completo e residem na zona urbana de Maringá. Ainda, temos que as crianças (0 a 10 anos) mais atingidas são do gênero masculino. Na idade adulta, essa situação se inverte, sendo mulheres as mais atingidas. Os acidentes mais comuns são as mordeduras de cães, com ferimentos únicos e superficiais, sendo as mãos e pés as partes do corpo mais atingidas.

Biografia do Autor

Eric Batista Ferreira, Professor Adjunto III Instituto de Ciências Exatas Universidade Federal de Alfenas
Doutor em Estatística e Experimentação Agropecuária com Pós-doutorado em Estatística Multivariada

Referências

BABBONI, S. D.; MODOLO, J. R. Raiva: origem, importância e aspectos históricos. UNOPAR Cient Ciênc Biol Saúde 2011;13(Esp), p. 349-56, 2011.

CARVALHO, W. O.; SOARES, D. F. P. P.; FRANCESCHI, V. C. S. Características do atendimento prestado pelo serviço de profilaxia de Raiva Humana na rede municipal de saúde de Maringá-Paraná´ no ano de 1997. Informe Epid. do SUS. v.11, p.25-35, 2002.

GOMES. A. P. et al. Raiva humana. Rev Bras Clin Med, 10(4), p. 121-129, 1998.

IPARDES - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social. CADERNO ESTATISTICO MUNICIPIO DE MARINGA 2013. Disponível em:http://www.ipardes.gov.br/cadernos/Montapdf.php?Municipio=87000>Acesso em 20 de julho de 2014.

R Core Team. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. URL http://www.R-project.org/. 2013. Acesso em 20 julho. 2014.

SILVA, G. S.; SANTOS, I. F. N.; SOUSA, S. P. O.; NETO, O. B. S. Observatório Epidemiológico. Disponível em: <http://www.ceut.com.br/observatorio/edicao%2006.pdf >. Acesso em: 22 de julho de 2014.

MINISTÉRIO DA SAUDE. Secretaria de Vigilância à Saúde. Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan. Normas e Rotinas, 2012.

WADA, M. Y.; ROCHA, S. M.; MAIA-ELKHOURY, A. N. S. Situação da Raiva no Brasil, 2000 a 2009. Epidemiol. Serv. Saúde Brasília, v. 20, n. 4, dez., 2011.

Publicado
16-10-2014