Novo modelo não linear para descrever curvas de crescimento de coelhos da raça Nova Zelândia

  • Denise Stéphanie de Almeida Ferreira Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • André Luiz Pinto dos Santos Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Jucarlos Rufino de Freitas Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Mickaelle Maria de Almeida Pereira Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Luiz Carlos Machado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais
  • Maria Lindomárcia Leonardo da Costa Universidade Federal da Paraíba
  • Guilherme Rocha Moreira Universidade Federal Rural de Pernambuco
Palavras-chave: Cunicultura, Produção animal, Seleção de modelos

Resumo

Avaliaram-se curvas de crescimento de coelhos da raça Nova Zelândia. Para estimar o crescimento em função do peso-idade, utilizaram-se os modelos: proposto, Logístico, Gompertz e Von Bertalanffy. Os critérios utilizados para indicação do modelo que melhor descreveram a curva de crescimento foram: o coeficiente de determinação (R2), o desvio médio absoluto (DMA), quadrado médio dos resíduos (QMR), Critério de informação de Akaike (AIC), e Critério de informação de Bayesiano (BIC). Testes de Shapiro-Wilk foram realizados para verificar o pressuposto de normalidade residual; Durbin-Watson, para verificar a independência; e o teste de Breusch-Pagan, para verificar a homocedasticidade dos resíduos. O modelo que apresentou a maior estimativa de peso a maturidade (A), levando em consideração a coerência biológica, foi o modelo Logístico (3006 g), seguido pelo o proposto (2459,84 g). A taxa de crescimento dos animais (k) foi superior no modelo Logístico (0,05), seguido pelo Proposto (0,04), Gompertz (0,02), e Von Bertalanffy (0,02).  O R2 foi semelhante entre os modelos. Entretanto, o modelo Logístico apresentou menores valores de DMA, QMR, AIC e BIC, sendo caracterizado como o de melhor ajuste. Logo, dentre os demais modelos analisados, o Logístico e o Proposto podem serem utilizados para descrever curvas de crescimento de coelhos da raça Nova Zelândia, de acordo com a metodologia e condições em que foi desenvolvido o presente estudo.

Biografia do Autor

Denise Stéphanie de Almeida Ferreira, Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Estatística e Informática (DEINFO) - UFRPE. Programa de Pós-Graduação em Biometria e Estatística Aplicada. Área: Estatística Aplicada e Experimental.
André Luiz Pinto dos Santos, Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Estatística e Informática (DEINFO) - UFRPE. Programa de Pós-Graduação em Biometria e Estatística Aplicada. Área: Estatística Aplicada e Experimental.
Jucarlos Rufino de Freitas, Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Estatística e Informática (DEINFO) - UFRPE. Programa de Pós-Graduação em Biometria e Estatística Aplicada. Área: Estatística Aplicada e Experimental.
Mickaelle Maria de Almeida Pereira, Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Estatística e Informática (DEINFO) - UFRPE. Programa de Pós-Graduação em Biometria e Estatística Aplicada. Área: Estatística Aplicada e Experimental.
Luiz Carlos Machado, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais
Departamento de Ciências Agrárias - IFMG. Área: Nutrição de não ruminantes; Análise e controle de qualidade dos alimentos para animais; Formulação de ração e suplementos; Cunicultura; Etologia e bem-estar animal; Metodologia científica.
Maria Lindomárcia Leonardo da Costa, Universidade Federal da Paraíba
Centro de Ciências Agrárias (CCA) - UFPB. Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia. Área: Nutrição animal, com ênfase em não ruminantes.
Guilherme Rocha Moreira, Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Estatística e Informática (DEINFO) - UFRPE. Programa de Pós-Graduação em Biometria e Estatística Aplicada. Área: Estatística Aplicada e Experimental.

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Publicado
29-07-2019