A LEITURA LITERÁRIA DOS JOVENS PARA ALÉM DAS AMARRAS E MUROS DA ESCOLA

Cynthia Agra de Brito Neves, Douglas Vinicius Souza Silva

Resumo


As estruturas de poder, segundo Foucault e Robert Darnton, são mantidas por meio de ferramentas de controle e de censura do Estado. A escola e o ensino de leitura podem fazer parte dessas ferramentas, discussão importante na atualidade, sobretudo quando nos deparamos com as últimas propostas e projetos governamentais para a educação, cultura e artes de modo geral. Neste trabalho, amparados pelas teorias de leitura e de ensino, buscamos entender o afastamento dos jovens em relação à leitura literária em geral; quais as consequências desse afastamento; e, ainda, qual papel as instituições e pessoas envolvidas no ensino têm na tentativa contrária: a de aproximar jovens e literatura. As teorias literárias, principalmente do século passado, contribuem para tal reflexão, pois constituem a base pedagógica para as aulas e materiais didáticos de ensino de leitura. A valorização da subjetividade, defendida por autores franceses, em especial, Michèle Petit, aparece como alternativa para romper o controle e a censura que envolvem esse ensino, demonstrando ser um modo eficiente de despertar o interesse dos jovens pela leitura e de valorizar a liberdade do ato de ler, o que potencializa a dimensão transgressora do letramento literário na formação de cidadãos ideológico e politicamente críticos.

Palavras-chave


censura institucional; leitura subjetiva; leitura literária

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