Da maldade da criatura e do criador: considerações sobre "Frankenstein"

  • Marinara de Cássia Simões de Faria
Palavras-chave: literatura de horror, ficção científica, Frankenstein, o mal na literatura

Resumo

Em 1818, pelas mãos da jovem Mary Shelley, nasce Frankenstein, um dos maiores marcos na literatura gótica e considerada a primeira obra de ficção científica. Sob pontos de vista de estudos e excertos acerca da definição do mal, bem como sobre o mal na literatura, esta resenha procura analisar alguns aspectos filosóficos e científicos incutidos no romance de Shelley a partir, principalmente, de observações relativas aos dois personagens centrais da obra: Victor Frankenstein, personagem-título e principal narrador, e o monstro criado por ele. Além disso, busca-se ressaltar a importância de Frankenstein quando para a realização de estudos acerca dos movimentos sociais e filosóficos que povoavam a Inglaterra no período no qual a história foi composta. A relevância do romance de Mary Shelley como instrumento de estudo, bem como sua linguagem agradável e os conceitos imutáveis instalados na narrativa, conferiram à obra perenidade, o que a mantém, deste modo, excepcionalmente atual mesmo mais de dois séculos após ser lançada. 

Referências

JEHA, Julio (org.). Monstros como metáforas do mal. In: Monstros e Monstruosidades na Literatura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.

MILTON, John. Paraíso Perdido. Tradução de Antônio José de Lima Leitão. São Paulo: Poeteiro Editor Digital, 2014.

SANTO AGOSTINHO. O Livre-Arbítrio. 2 ed. Tradução de Nair de Assis Oliveira. São Paulo: Paulus, 1995.

SHELLEY, Mary. Frankenstein. Tradução de Márcia Xavier de Brito. Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2017.
Publicado
12-07-2022
Seção
Literaturas