THE MEAT YOU EAT DOESN'T HAVE TO COME FROM THE SLAUGHTER OF ANY ANIMAL: THE INFLUENCE OF MARKETING ON THE CONSUMPTION OF CULTIVATED MEAT
A influência do Marketing para o consumo de carne cultivada em laboratório
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21516552Keywords:
Carne cultivada, Marketing, Teoria do Comportamento Planejado, Sustentabilidade, Inovação alimentarAbstract
Este estudo analisa a influência do marketing na intenção de consumo de carne cultivada em laboratório entre consumidores vinculados ao contexto universitário brasileiro, com base na Teoria do Comportamento Planejado (TPB). A relevância da pesquisa decorre da expansão internacional das proteínas alternativas e da escassez de estudos empíricos estruturados no contexto nacional. O objetivo consiste em examinar como atitudes, normas subjetivas e controle comportamental percebido influenciam a decisão do consumidor em relação a esse novo produto alimentar. A pesquisa caracteriza-se como quantitativa, de natureza exploratório-explicativa, realizada por meio de survey com 124 respondentes. Utilizou-se escala Likert de cinco pontos para mensuração dos construtos analisados, além de análises estatísticas exploratórias, incluindo correlação e regressão linear. Os resultados indicam maior predisposição à experimentação entre consumidores de carne convencional, influenciados principalmente por atributos sensoriais e preço. Entre vegetarianos e veganos, fatores relacionados ao bem-estar animal e à sustentabilidade mostraram maior relevância, embora haja divisão quanto à intenção efetiva de consumo. Como contribuição teórica, o estudo reforça a aplicabilidade da TPB na análise da aceitação de inovações alimentares, evidenciando a importância de estratégias de marketing segmentadas e da confiança regulatória para a adoção da carne cultivada. Os resultados devem ser interpretados em caráter exploratório, considerando a natureza não probabilística da amostra.
References
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 839, de 14 de dezembro de 2023. Dispõe sobre a comprovação de segurança e a autorização de uso de novos alimentos e novos ingredientes. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 239, 14 dez. 2023.
AJZEN, I. From intentions to actions: A theory of planned behavior. In: KUHL, J.; BECKMANN, J. (ed.). Action control. Berlin: Springer, 1985.
AJZEN, I. The theory of planned behavior. Organizational Behavior and Human Decision Processes, v. 50, n. 2, p. 179–211, 1991.
AJZEN, I. The theory of planned behavior: Frequently asked questions. 2017. Disponível em: https://people.umass.edu/aizen/tpb.faq.html. Acesso em: 22 de junho de 2026.
BENETI, J. C.; BULHÕES, F. M. Carne de laboratório: uma revisão bibliográfica. Porto Alegre: Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, 2023.
BRYANT, C. Culture, meat, and cultured meat. Journal of Animal Science, v. 98, n. 8, 2020.
BRYANT, C.; BARNETT, J. Consumer acceptance of cultured meat: A systematic review. Meat Science, v. 143, p. 8–17, 2018.
CABRAL, H. L. T. B.; MOREIRA, R. V.; SILVA, K. M. (org.). Bioética em debate: saúde, direito e dignidade em interfaces. Encontrografia Editora, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/373604064_ebook_Bioetica_em_debate_I. Acesso em: 22 de junho de 2026.
CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA (CEPEA); CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL (CNA). Boletim mercado de trabalho do agronegócio brasileiro: acompanhamento trimestral. 4º trimestre de 2023. Disponível em: https://www.cepea.esalq.usp.br/br/mercado-de-trabalho-do-agronegocio.aspx. Acesso em: 22 de junho de 2026.
CHURCHILL, G. A.; PETER, J. P. Marketing: criando valor para os clientes. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2000.
CONNER, M.; NORMAN, P.; BELL, R. The theory of planned behavior and healthy eating. Health Psychology, v. 21, n. 2, p. 194–201, 2002. DOI: https://doi.org/10.1037/0278-6133.21.2.194. Acesso em: 22 de junho de 2026.
FISHBEIN, M.; AJZEN, I. Understanding attitudes and predicting social behavior. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1980.
FOOD CONNECTION. Regulamentação da carne cultivada: qual é o cenário atual? 2024. Disponível em: https://www.foodconnection.com.br/proteina-animal/regulamentacao-da-carne-cultivada-qual-e-o-cenario-atual. Acesso em: 22 de junho de 2026.
GONÇALVES, É. R.; DORIGAN, C. J.; VARELLA, S. D.; GENARO, G. Produção da carne in vitro. Brazilian Journal of Development, v. 9, n. 5, p. 15337–15348, 2023.
HAIR JR., J. F. et al. Análise multivariada de dados. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.
HEIDEMANN, L. A.; ARAUJO, I. S.; VEIT, E. A. Um referencial teórico-metodológico para o desenvolvimento de pesquisas sobre atitude: a teoria do comportamento planejado de Icek Ajzen. Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias, v. 7, n. 1, p. 22–32, 2012.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa trimestral do abate de animais: resultados de 2024. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 22 de junho de 2026.
MAKUTA, G. Documento de posicionamento do Slow Food Brasil sobre bem-estar animal e consumo de carnes. Slow Food Brasil, 2020. Disponível em: https://slowfoodbrasil.org.br/wp-content/uploads/2020/09/documentos_posicionamento_bea-carnes.pdf. Acesso em: 22 de junho de 2026.
MALAFAIA, G. C.; BISCOLA, P. H. N. Anuário CiCarne da cadeia produtiva da carne bovina – 2023. Campo Grande: Embrapa Gado de Corte, 2023.
MILANEZ, A. Y.; MAIA, G. B. S.; GUIMARÃES, D. D.; FERREIRA, C. L. A. Carne vegetal e cultivada: novas alternativas à carne tradicional. BNDES Setorial, v. 29, n. 57, p. 73–104, 2023.
OLIVEIRA, C. A. D.; MENDONÇA, L. P. Carne cultivada: uma alternativa sustentável. Revista Meio Ambiente e Sustentabilidade, v. 12, n. 24, p. 42–56, 2023.
PORTO, L. M.; BERTI, F. V. Carne cultivada: perspectivas e oportunidades para o Brasil. São Paulo: The Good Food Institute Brasil, 2022.
SIEGRIST, M.; SÜTTERLIN, B. Importance of perceived naturalness for acceptance of food additives and cultured meat. Appetite, v. 113, p. 320–326, 2017.
SILVA, L. M. R. Proteínas alternativas: o papel da biotecnologia e dos bioprocessos na produção de novos alimentos. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Estadual Paulista, 2024.
SILVA, R. F. F. Determinantes da intenção de consumo de insetos comestíveis. 2018. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2018.
SLADE, P. If you build it, will they eat it? Consumer preferences for plant-based and cultured meat burgers. Appetite, v. 125, p. 428–437, 2018.
SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Pesquisa IBOPE Inteligência: há 30 milhões de vegetarianos no Brasil. 2018. Disponível em: https://svb.org.br. Acesso em: 22 de junho de 2026.
YADAV, R.; PATHAK, G. S. Intention to purchase organic food among young consumers: evidences from a developing nation. Appetite, v. 96, p. 122–128, 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.appet.2015.09.017. Acesso em: 22 de junho de 2026.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Mayra Batista Bitencourt Fagundes, Amir Raad, Maísa Isabela Rodrigues e Jaim Jose da Silva Junior

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.