A EXISTÊNCIA DO NEGRO E A LINGUAGEM

Autores

  • Edinan Damasceno Carvalho
  • Joabson Lima Figueiredo Universidade do Estado da Bahia image/svg+xml

Palavras-chave:

fanonismos contemporâneos; violência antinegro; racialização.

Resumo

Este estudo discute sobre a enunciação do negro, em uma perspectiva existencialista, enquanto ato político e como dispositivo para abrir brechas e cultivar possibilidades de contra-ataque a forças de sub-humanização e de morte, que sistematicamente atingem corpos negros e os condenam a um modo de existir sem direito a dignidade, tal qual um abjeto. Dessa maneira, considera-se a linguagem como ferramenta que contribui e potencializa os esforços de pensar e resistir, de comunicação e desnaturalização da violência do Estado burguês antinegro. O objetivo desta pesquisa se centra em torno da necessidade de traçar compreensões sobre a maneira a linguagem possibilita a construção do negro, mas que sujeito negro modifica a linguagem para fazê-la circular por outras correntes. Para tanto, este estudo desenvolve-se em torno da noção de humanidade presente em Pele Negra Máscaras brancas, de Frantz Fanon (2020). Essa obra é lida, aqui, à luz dos questionamentos existenciais fanonianos, juntamente com poemas de Pesado Demais para a Ventania (2018), de Ricardo Aleixo.

Biografia do Autor

  • Edinan Damasceno Carvalho

    Graduado em Licenciatura em Letras Vernáculas na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus XVI – Irecê – BA.

  • Joabson Lima Figueiredo, Universidade do Estado da Bahia

    Professor na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus XVI – Irecê. Doutor em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia.

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Publicado

2023-10-24

Edição

Seção

DOSSIÊ NAS TEIAS DA LINGUAGEM

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