“MEU ROSTO É O ANIMAL”

Identidade e palavra diante do indizível em "Vista Chinesa"

Autores

  • Renata Villon UFRJ/CNPq

Palavras-chave:

Autoria feminina, Feminismo pós-estruturalista, Trauma e memória, Violência sexual, Teoria da animalidade

Resumo

Vista Chinesa, da escritora Tatiana Salem Levy, é a tentativa de pôr em palavras o horror da violência sexual.
Apoiando-se nos conceitos do indizível e do inimaginável, tal como evocados por Georges Didi-Huberman, Levy
escreveu a potente obra em que aborda também temas como o luto, o trauma e a maternidade. O presente ensaio
busca analisar a obra à luz de teorias literárias e feministas pós-estruturalistas, abordando as nuances da escrita
moderna nela presentes. Tendo em vista também a identificação observada entre a personagem Júlia e os seres
animais, o presente ensaio também analisará certos pontos da teoria da animalidade ligados a essa identificação
entre animal e mulher a partir de outros estudos acerca do tema.

Biografia do Autor

  • Renata Villon, UFRJ/CNPq

    Pesquisadora do CNPq, é atualmente mestranda vinculada ao programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sendo bacharel em letras português-francês pela mesma instituição. Sua pesquisa diz respeito a teoria da animalidade e sua relação com a escrita, principalmente a de autoria feminina. Contribui na pesquisa literária e também no desenvolvimento do Laboratório de Poesia Contemporânea (LAPOFRAN) junto ao orientador Marcelo Jacques de Moraes na UFRJ, tendo contribuído também com diversas atividades do PACC (laboratório da palavra), principalmente nas oficinas de tradução.

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Publicado

2024-01-15

Edição

Seção

DOSSIÊ ESCRITAS DE AUTORIA FEMININA DO NOVO MILÊNIO NO BRASIL

Como Citar

“MEU ROSTO É O ANIMAL”: Identidade e palavra diante do indizível em "Vista Chinesa". (2024). Revista (Entre Parênteses), 12(2), 1-18. https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/entreparenteses/article/view/1859

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