EDUCAÇÃO POPULAR E PROTAGONISMO FEMININO: PRÁTICAS E ESTRATÉGIAS DO MST NO NORTE DE MINAS GERAIS, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.29327/243949.6.11-2Palavras-chave:
Gênero, Resistência, Práticas Educativas, Educação Emancipatória, RuralResumo
O protagonismo feminino no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), manifesta-se cotidianamente nas práticas da educação popular desenvolvidas no Norte de Minas Gerais, especialmente em contextos de luta pela terra e permanência no território. Esta reflexão fundamenta-se em duas experiências: o Estágio Supervisionado em Espaço Não Formal, realizado junto ao CEPAC/MST, e a execução de um projeto de extensão articulado entre universidades e movimentos sociais. A metodologia de abordagem qualitativa, baseia-se na observação participante e vivências de atividades formativas com mulheres do Acampamento João Pedro Teixeira, no município de Olhos D’água. Os resultados evidenciam a atuação das mulheres nas práticas produtivas, organizativas e de resistência nos territórios, reafirmando a educação popular, inspirada em Paulo e Elza Freire, como prática emancipatória fundamental para o fortalecimento da autonomia feminina e da construção coletiva dos sujeitos e do território.
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