TERRITÓRIOS QUE ENVELHECEM: ESTRATÉGIAS DE PERMANÊNCIA E RECONFIGURAÇÃO DO TERRITÓRIO NOS ASSENTAMENTOS DA REFORMA AGRÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.29327/243949.6.11-12Palabras clave:
Envelhecimento, Assentamentos Rurais, território, Reforma agrariaResumen
Este artigo analisa como o processo de envelhecimento pode influenciar as dinâmicas territoriais nos assentamentos da Reforma Agrária. O envelhecimento em assentamentos da Reforma Agrária é uma realidade cada vez mais presente, vinculada à trajetória de vida das famílias que vivem nestes territórios desde a criação dos primeiros assentamentos da Reforma Agrária no Rio Grande do Sul nas décadas de 1980 e 1990. Esta geração de agricultores assentados que vivem o processo de envelhecimento, foi responsável pela conquista social e política dos assentamentos da Reforma Agrária, atuando nas ocupações, nas lutas e na construção dos assentamentos. Este estudo possui caráter exploratório e busca uma compreensão inicial sobre o processo de territorialização do envelhecimento nos assentamentos da Reforma Agrária, focando em como os agricultores assentados idosos vivenciam e produzem territorialidades. O envelhecimento da população nos assentamentos rurais expressa uma nova configuração territorial, marcada pela permanência dos idosos no campo e pela ressignificação dos espaços conquistados. transformações nas práticas produtivas, sociais e simbólicas.
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