LA ARTESANALIDAD EN EL PROCESAMIENTO DE CAFÉS ESPECIALES COMO UNA OPCIÓN PARA LA AGRICULTURA FAMILIAR EN LA DINÁMICA RURAL, CANTÓN DE PÉREZ ZELEDÓN, COSTA RICA
DOI:
https://doi.org/10.29327/243949.6.11-9Palabras clave:
artesanal, cafés especiais, agricultura familiar, área rural, Costa Rica, bairro rural; migração seletiva; mulheres; cidade; sucessão geracionalResumen
O cultivo de café na Costa Rica está passando por um declínio acentuado no número de produtores dedicados a essa atividade. Como produto agrícola, o café está exposto a condições agroclimáticas adversas, pragas e doenças, e a uma dinâmica territorial marcada por fortes pressões da expansão de outras atividades produtivas e usos alternativos da terra, como o crescimento urbano e seus serviços associados. Também é afetado pelas flutuações dos preços no mercado internacional, já que é comercializado principalmente como commodity. Historicamente, o café tem sido uma atividade nas mãos de pequenos produtores; portanto, aqueles que permanecem foram forçados a repensar suas práticas de produção para acessar mercados especializados de café, permitindo-lhes obter melhores preços de mercado. O objetivo é destacar a importância, para as áreas rurais, de novas formas de apropriação de recursos por meio de métodos artesanais e avaliar a contribuição da agricultura familiar para o processamento de cafés especiais por meio de uma diversidade de processos artesanais. A metodologia empregada foi qualitativa. O cantão de Pérez Zeledón, na Costa Rica, foi selecionado para estudar a dinâmica da produção de café. Unidades de microprocessamento localizadas acima de 1200 metros de altitude foram identificadas e categorizadas. Foram utilizadas técnicas de coleta de dados qualitativos, incluindo entrevistas com produtores familiares e informantes-chave, visitas de campo e a criação de mapas interpretativos do processo. As práticas tradicionais foram identificadas, sistematizadas e analisadas. Os resultados mostraram que, na busca por novas estratégias, a produção artesanal tornou-se central no processo de produção de cafés especiais. Isso facilita uma reconexão entre agricultura e natureza, o reconhecimento dos recursos locais, a redução do uso de agrotóxicos, a incorporação de práticas sustentáveis e a integração das famílias nas diversas fases de produção. Isso permite que produtos tradicionais, como o café, sejam reintroduzidos como produtos artesanais. Em conclusão, destaca-se a importância da agricultura familiar nas práticas artesanais como estratégia para o processamento de cafés especiais, visando gerar valor agregado, atendendo aos mercados especializados e garantindo sua viabilidade contínua no setor. Isso contribui para a reconceitualização do território, sua multifuncionalidade e pluriatividade e, consequentemente, para a preservação do seu bem familiar mais importante a terra.
Citas
BAUDEL, M.N. A emergência de uma nova ruralidade nas sociedades modernas avançadas – o “rural” como espaço singular e ator coletivo. Estudos Sociedade e Agricultura, 15, outubro 2000: 87-145.
BORELLA, I; MATAIX, C; CARRASCO-GALLEGO, R. Smallholder farmers in the speciallity coffee industry: opportunities, constraints and businesses that are making it possible. IDS bulletin. Volume 46, Number 3, p.29-42. 2015.
CANET, G; SOTO, C. Caficultura. Panorama actual en América Latina. Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura, Fundación Colegio de Postgraduados en Ciencias Agrícolas. San José, C.R.: IICA, 2017.
GONZÁLEZ, E. El estudio del café en la historiografía costarricense de los últimos diez años (1984-1994): un balance. Revista de Historia. 4, n.º 30, p. 267-296. 1994.
GUDMUNDSON, L. Costa Rica después del café: la era cooperativa en la historia y la memoria. EUNED, San José, Costa Rica, 2018.
HALL, C. Costa Rica una interpretación geográfica con perspectiva histórica. Editorial Costa Rica, San José, Costa Rica. 1983.
HALL, C. El café y el desarrollo histórico-geográfico de Costa Rica. Editorial Costa Rica y Universidad Nacional, San José, 1976.
INSTITUTO DEL CAFÉ DE COSTA RICA (ICAFE). Informe sobre la Actividad cafetalera de Costa Rica. Congreso Nacional Cafetalero. Preparado en el Instituto del Café de Costa Rica para los Delegados al LIII Congreso Nacional Cafetalero Ordinario Heredia, Costa Rica, 30 de noviembre de 2024.
LEWIN, B; GIOVANNUCCI, D; PANOS, V. Coffee Markets. New Paradigms in Global Supply and Demand. World Bank. Agriculture & Rural Development Department, 2004.
LEÓN Sáenz, Jorge. Historia económica de Costa Rica en el Siglo XX. San José, C.R: Universidad de Costa Rica, IICE, CIHAC, 2012.
LUNA-GONZÁLEZ, A; DÍAZ-PORRAS, R; MORALES–RAMOS, V; MAYETT-MORENO, Y. Caficultores replanteando su participación en la cadena del café: casos de Costa Rica y México. Revista de Política Económica y Desarrollo Sostenible. Vol. 4 (1) • Julio-diciembre, p. 1-17, 2018.
MARAFON Glaucio. Principais transformações em curso no espaço rural na atualidade. Revista Geográfica de América Central. Nº Especial. I Semestre. 2012, p. 99–84.
MARAFON Glaucio. O Rural como Paisagem. curadoria, Marcelo Campos e Analu Cunha. - Rio de Janeiro: UERJ/DECULT, Galeria Itinerante: EdUERJ, 2019.
MINISTERIO DE AGRICULTURA Y GANADERÍA (MAG). Plan Nacional de Agricultura Familiar de Costa Rica 2020-2030. Coordinación técnica: Dagoberto Vargas y Andrea Padilla. San José, C.R: MAG, 2020.
MIOR, L. Agricultores familiares, agroindústrias e território: A dinâmica das redes de desenvolvimento rural no Oeste Catarinense. (tesis doctorado) Universidade Federal De Santa Catarina, Centro De Filosofia E Ciências Humanas Doutorado Interdisciplinar Em Ciências Humanas – Sociedade E Meio Ambiente. Florianópolis, 15 de agosto de 2003.
MONTERO, A. Café, Revolución Verde, regulación y liberalización del mercado: Costa Rica (1950-2017). Tesis para obtener el grado de doctorado en Historia Económica. Universitat de Barcelona, España. 2018.
NIEDERLE, P. A. Mercantilização, diversidade e estilos de agricultura. Raízes. Vol. 25, N.º 1 e 2, jan.–dez./2006.
OLIVEIRA, D; MELLO, M. Novas formas de inserção da agricultura familiar ao mercado como estratégia de desenvolvimento rural. Programa de pós-graduação em desenvolvimento rural. XLIV Congresso da Sobre “Questões Agrárias, Educação no Campo e Desenvolvimento” (PGDR/UFRGS) PORTO ALEGRE - RS – BRASIL. Fortaleza, 23 a 27 de julho de 2006 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural. 2006.
OLIVEIRA, Daniela, GAZOLLA, Marcio, CARVALHO, Cynthia, SCHNEIDER, Sergio. A produção de novidades: como os agricultores fazem para fazer diferente? 2011. En Os atores do desenvolvimento rural : perspectivas teóricas e práticas sociais. Schneider, Sergio ; Gazzola, Marcio (orgs.). Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2011. p. 91-113.
PANOS, V; SIEGEL, P; GIOVANNUCCI, D; LEWIN, B. Dealing with the Coffee Crisis in Central America Impacts and Strategies. The World Bank, Development Research Group Rural Development. Policy research working paper, 2003.
PÉREZ, H; SAMPER, M. Tierra, café y sociedad. Facultad latinoamericana de Ciencias Sociales. FLACSO. Costa Rica, 1994.
PETERS, G. Costarricense a finales del siglo XIX: Exportadores y consignatarios del café. Revista Historia N.º 49-50, enero-diciembre, p. 59-109, 2004.
QUIRÓS, L. Insercao da agricultura familiar na reconceituação do território – a produção de cafés especiais na região cafeeira de Pérez Zeledón, Costa Rica. Tese (Doutorado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Geografia, 2023.
SAMPER, M. Contribuciones de los agroecosistemas campesinos y sistemas territoriales de agricultura familiar al desarrollo de los territorios rurales y a la seguridad alimentaria: conceptos medulares y cuestiones actuales. Enfoque Rural. Año 1 Núm. 1. 2020.
SAMPER, M. Construcción histórica de la calidad y la competitividad. En: La cadena de producción y comercialización del café: perspectiva histórica y comparada. 2001.
SCHNEIDER, S. La pluriactividad en el medio rural brasileño: características y perspectivas para la investigación. En: La pluriactividad en el campo latinoamericano. Hubert C. de Grammont y Luciano Martínez Valle (coordinadores). FLACSO, Ecuador. 2009, p. 207-242.
SONNINO, R; MARSDEN, T. Além da linha divisória: repensando relações entre redes alimentares alternativas e convencionais na Europa. En Cadeias curtas e redes agroalimentares alternativas: negócios e mercados da agricultura familiar. Marcio Gazolla y Sergio Schneider (organizadores). Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 2017, p. 105-127.
UMAÑA, G. Guía para el establecimiento de módulos para microbeneficiado de café. -- San José, C.R.: MAG/ Agencia de Servicios Agropecuarios de León Cortés/ SUNII/FITTACORI, 2014.
VAN DER PLOEG, J.D. O modo de produção camponês revisitado. En A diversidade da agricultura familiar, Sergio Schneider (organizador). 2009, p. 15-56.
VIALES, R; MORA, A. La construcción sociohistórica de la calidad del café y del banano de Costa Rica. Un análisis comparado 1890-1950. 1a edición - San José, Costa Rica; Alma Máter, 2010.
WOLLNI, M; ZELLER, M. ¿Do farmers benefit from participating in specialty markets and cooperatives? The case of coffee marketing in Costa Rica. Contributed paper prepared for presentation at the International Association of Agricultural Economists Conference, Gold Coast, Australia, August 12-18, 2006.
ZÚÑIGA, A. Desarrollo de sistemas de producción agrícola en un área de frontera agrícola durante la primera mitad del siglo XX: Pérez Zeledón, Costa Rica: 1900- 1955. Revista de Historia. Núm. 42, p.189- 232, 2000.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Boletim Alfenense de Geografia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.












