A taxa de atividade econômica e saúde mental: a relação entre aposentadoria e depressão

  • Luisa Pimenta Terra ICSA/ Universidade Federal de Alfenas
  • Bernardo Lanza Queiroz Cedeplar/UFMG

Resumo

As últimas décadas observaram um crescimento acelerado de transtornos mentais na sociedade, com cerca de 450 milhões de pessoas com esse diagnóstico no mundo. O alto custo para o sistema de saúde e para a qualidade de vida das pessoas reforça a discussão do tema como uma questão de saúde pública. Há uma ampla discussão sobre o efeito da depressão na decisão de saída do mercado de trabalho das pessoas mais idosas. Entretanto, há resultados recentes que apontam o aumento do número de aposentadorias precoces em diversos países. O objetivo deste trabalho é investigar qual a relação entre a recém-aposentadoria e a depressão em mulheres norte-americanas. Dados longitudinais do Health and Retirement Study entre 1992 e 2004 são utilizados. A hipótese central é que ser recém-aposentada tem relação negativa com o quadro de depressão, e é baseada na ideia da interação social como um agente protetor da depressão. Os resultados mostram que aposentar tem forte relação com depressão. Mulheres recém-aposentadas apresentam pior quadro de depressão do que as mulheres não aposentadas e do que as que já estão aposentadas há mais de um ano.

 

Publicado
10-01-2014