“NÃO TÊM LUGAR COMO MINAS GERAIS”: REPRESENTAÇÕES, PERTENCIMENTO E IMAGINÁRIO GEOGRÁFICO NA CANÇÃO D’O TERNO
DOI:
https://doi.org/10.29327/243949.5.10-2Palavras-chave:
Geografia Cultural, Música, Minas Gerais, Territorialidade Afetiva, ImaginárioResumo
Este artigo analisa a canção “Minas Gerais”, da banda O Terno, como dispositivo de representação territorial e afetiva no contexto da Geografia Cultural. A partir de aportes da geografia humanista, dos estudos sobre imaginário e das territorialidades afetivas, examina-se como a música constrói um pertencimento simbólico ao espaço mineiro, mesmo quando o sujeito-lírico não é originário do estado. São discutidos elementos da mineiridade, como paisagens montanhosas, religiosidade e rituais cotidianos, relacionando-os às categorias de escala, memória e identidade. A análise interdisciplinar revela que a música configura um território emocional e cultural, em que experiências familiares e vínculos simbólicos reconfiguram o espaço geográfico.
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