REFLEXÕES SOBRE AS NOVAS REFORMAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

ESTUDO DE CASO DAS LICENCIATURAS DOS CURSOS DE GEOGRAFIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

  • Ana Claudia Ramos Sacramento Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Reformas; Geografia; Formação de Professores.

Resumo

A formação inicial de professores tem sido alvo de constantes discussões, principalmente devido às propostas vindas do Ministério da Educação. O objetivo deste texto é refletir sobre as reformas da formação de professores dos cursos de licenciatura em Geografia presencial no estado do Rio de Janeiro. A pesquisa qualitativa contribui para desenvolver as análises reflexivas do tema em questão, por meio da pesquisa bibliográfica e a análise dos conteúdos apresentados nos documentos curriculares dos cursos de licenciaturas em Geografia do estado do Rio de Janeiro. Os resultados apontam que alguns cursos concluíram seus documentos curriculares e outros ainda estão em debate, principalmente por conta da nova Resolução 02/2019. Os cursos criticam o documento, pois não defendem o posicionamento ao alinhamento à Base Nacional Comum Curricular da Educação Básica, uma vez que desvaloriza os estudos do campo científico da educação e da ciência em questão.

Biografia do Autor

Ana Claudia Ramos Sacramento, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Possui graduação em Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro- Faculdade de Formação de Professores (2002), Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP (2007) e Doutora em Geografia Física pela DG-FFLCH-USP (2012). Professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores

Referências

BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno (CNE/CP). Resolução CNE/CP nº2, de 1º de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, n. 124, p. 8-12, 2 jul. 2015.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/downloadda-bncc/. Acesso em: 20 ago. 2021.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno (CNE/CP). Resolução CNE/CP no2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Diário Oficial da União: Seção 1,Brasília, DF, p. 46-49, 15 abr. 2020.

BOGDAN, R.C & BIKLEN, S.K. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto Editora, 1994.

COSTA, E. M; MATTOS, C. C. de; CAETANO, V. N. da S. Implicações da BNC- Formação para a universidade pública e formação docente. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 16, n. esp.1, p. 896–909, 2021.

DAVID, R. S. Formação de professores para o ensino superior: docência na contemporaneidade. Periferia: Educação, Cultura & Comunicação. v. 9 n.2 jul-dez 2017.

FACULDADE EDUCACIONAL UNIFICADACAMPOGRANDENSE. Projeto pedagógico do Curso de Licenciatura em Geografia – FEUC: Departamento de Geografia, 2018.

FIORI, V. As condições dos cursos de Licenciatura em Geografia no Brasil: uma análise territorial e de situação. Tese (Doutorado em Geografia). Universidade de São Paulo-SP, São Paulo, 2012.

GARCIA, M. M. A; OSÓRIO, M. R. V. O profissionalismo docente na reforma das licenciaturas: o discurso da politica curricular oficial. In: TURA, M. de L. R.; GARCIA, M. M. A. Currículo, Políticas e Ação Docente. Rio de Janeiro: EDuerj, 2013, p. 159-180.

GATTI, B. A; BARRETTO, E. S. de S.; ANDRÉ, M. E. D. Políticas docentes no Brasil: um estado da arte. Brasília, DF: UNESCO, 2011.

GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1987.

GONÇALVES, S. da R. V.; MOTA, M. R. A.; ANADON, S. B. A resolução CNE/CP N. 2/2019 e os retrocessos na formação de professores. Formação em Movimento, v.2, i.2, n.4, p. 360-379, jul./dez. 2020.

KHAOULE, A. M. K.; Souza, V. C. Desafios Atuais em Relação à Formação de Professores de Geografia. In: SILVA, E. I. da; PIRES, L. M. (Org.). Desafios da Didática da Geografia. 1ªed.Goiânia: NEPEG; PUC Goiás, 2013, p. 5-257.

LEFEBVRE, H. Lógica formal, lógica dialética. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1983.

MATOS, C. C.; REIS, M. E. dos. As reformas curriculares e a formação de professores: implicações para a docência. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 19, p. 1-15, 2019.

MONFREDINI, I. (Org). As possibilidades de formação de sujeitos na universidade. In: A Universidade como espaço de formação de sujeitos [e-book]. Santos (SP): Editora Universitária Leopoldianum, 2016, p. 21-48.

NÓVOA, A. Os professores e sua formação. 2. ed. Lisboa: Dom Quixote, 1995.

PINHEIRO, S. S. M.; SOUZA, M. P.; GUIMARÃES, K. C. Uberização: a precarização do trabalho do capitalismo contemporâneo. Revista Serviço Social em Debate, v. 1, n. 2, p. 53-68, 2018.

PRYJMA, M. F.; WINKELER, M. S. B. Da formação inicial ao desenvolvimento profissional docente: análises e reflexões sobre os processos formativos. Form. Doc., Belo Horizonte, v. 06, n. 11, p. 23-34, ago./dez. 2014.

ROGGERO, R. A Educação Superior na contemporaneidade: notas sobre mudanças e desafios da universidade. In: MONFREDINI, I. (Org). A Universidade como espaço de formação de sujeitos [e-book]. Santos (SP): Editora Universitária Leopoldianum, 2016, p. 21-48.

SACRAMENTO, A. C. R.; SANTANA FILHO, M. M. A formação de professores de Geografia no Brasil: desafios frente as novas mudanças curriculares. In: XVII Encuentro de Geógrafos de América Latina (EGAL 2019). Hacia geografías de la integración y la diversidad. Anais... Quito: Centro de Publicaciones PUCE, 2019. p. 275-275.

STEINKE, V. A; CARVALHO, A C. A. As dimensões da formação de profissionais em Geografia no Brasil: reflexões introdutórias. In: SILVA, E. I. da; PIRES, L. M. (Org.). Desafios da Didática da Geografia. 1ª ed.Goiânia: NEPEG; PUC Goiás, 2013, p. 69-85.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ). Projeto político-pedagógico do Curso de Licenciatura em Geografia. Duque de Caxias: Faculdade de Educação da Baixada Fluminense: Departamento de Geografia, 2019.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ). Reforma Curricular 2019/2020. Curso de Licenciatura Plena em Geografia. São Gonçalo: Faculdade de Formação de Professores - Departamento de Geografia, 2020.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ). Curso de Geografia nas modalidades Bacharelado e Licenciatura Plena. Projeto Pedagógico do Curso. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Campus Seropédica: Departamento de Geografia, 2008.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ). Curso de Geografia na modalidade de Licenciatura Plena. Projeto Pedagógico do Curso. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Campus Nova Iguaçu: Departamento de Geografia, 2010.

Publicado
27-09-2021
Como Citar
Ramos SacramentoA. C. REFLEXÕES SOBRE AS NOVAS REFORMAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES: ESTUDO DE CASO DAS LICENCIATURAS DOS CURSOS DE GEOGRAFIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Boletim Alfenense de Geografia, v. 1, n. 1, p. 3-20, 27 set. 2021.