Investimento Estrangeiro Direto e Desnacionalização do Capital nas Agroindustriais
Resultados e Indutores Macroeconômicos
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22963968Palavras-chave:
Desnacionalização do capital, Agroindústria, Impactos Macroeconômicos da globalização, Integração Econômica, Empresa MultinacionalResumo
Ao longo desse século o Brasil tem se tornado um dos principais destinos do Investimento Estrangeiro Direto (IED) do Planeta. As explicações para esse fenômeno, a partir do referencial teórico macroeconômico pós-keynesiano e da revisão de literatura sobre comércio internacional e das condições macroeconômicas que favorecem a internacionalização produtiva, apontam que o Brasil oferece um quadro macroeconômico amplamente favorável à entrada de capitais estrangeiros, tanto para fins especulativos, quanto produtivos, potencializado pela própria vulnerabilidade externa que fenômeno retroalimenta. O presente artigo busca justamente apresentar a dinâmica de entrada de capitais estrangeiros e a transformação da propriedade do Capital em resposta à incentivos macroeconômicos, tendo como alvo privilegiado de investigação as agroindústrias. Para isso, estabeleceu-se um recorte temporal a partir dos anos 2000, ano do primeiro Censo de Capitais Estrangeiros a captar a influência das políticas de aprofundamento da abertura comercial e financeira de meado dos anos 1990. A metodologia adotada se baseia nos Early Warning Indicators (EWI) para escolha dos indicadores, seguida de análise de documentos e publicações de entidades do setor e da sociedade civil. A pesquisa tem caráter quantitativo e descritivo, visando fornece estatísticas e informações relevantes sobre o tema. Os resultados apontam uma dinâmica persistente de desnacionalização do capital nas principais cadeias agroindustriais, com aumento das importações de bens e financiamentos intrafirmas, reprimarização da pauta exportadora e déficits crônicos no balanço de transações correntes, obrigando o país à uma transferência crescente de recursos ao exterior na forma de pagamento de juros e direitos de propriedade, retroalimentando os desafios macroeconômicos oriundos das relações com o exterior.
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