Boletim Alfenense de Geografia https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia <p>O <strong>Boletim Alfenense de Geografia</strong> é uma Revista da Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local Alfenas (AGB Alfenas) associada ao Programa de Pós-graduação em Geografia da UNIFAL-MG (PPGEO UNIFAL-MG) , com caráter científico-acadêmico que tem como objetivo proporcionar um espaço de divulgação e debates de trabalhos&nbsp; na área de Geografia (e/ou de outras áreas, desde que estabeleçam diálogo com a Geografia), na forma de artigos, resenhas, traduções, entrevistas, notas de pesquisa, relatos de experiência/trabalhos de campo.</p> <p>ISSN: <strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">2764-1422</strong></p> <p>DOI: <a href="https://doi.org/10.29327/243949" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.29327/243949</a></p> <p><strong>Periodicidade:</strong></p> <p>A revista tem periodicidade semestral com publicação em fluxo contínuo.</p> pt-BR boletimalfenensedegeografia@gmail.com (Flamarion Dutra Alves) suportenti@unifal-mg.edu.br (Núcleo de Tecnologia da Informação) sex, 08 out 2021 00:00:00 +0000 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1667 <p>É com muita satisfação que publicamos o primeiro número do Boletim Alfenense de Geografia. A revista é fruto de discussões na Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Local Alfenas – AGB Alfenas (Diretoria 2021-2023) e está associada ao Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Alfenas – Minas Gerais (UNIFAL-MG).</p> <p>O município de Alfenas, situado no Sul de Minas Gerais é uma cidade média que vai se consolidando no contexto regional sul mineiro, sobretudo nos setores da saúde e educação. Entre os destaques do setor da educação, está a Universidade Federal de Alfenas que atende milhares de estudantes de diversas regiões do país, e tem promovido impactos positivos na sociedade local e regional.</p> <p>Entre os cursos da UNIFAL-MG está o de Geografia, criado em 2007, que oferece vagas nas modalidades bacharelado e licenciatura. Em 2012 foi criada a Seção Local da AGB, possibilitando maior atuação dos geógrafos e geógrafas em questões acadêmicas e junto à sociedade, mantem um papel ativo nessa integração. &nbsp;Outra conquista importante para Alfenas e a UNIFAL-MG foi a criação do Programa de Pós-graduação em Geografia, aprovado no ano de 2018 e com início em 2019.</p> <p>O desenvolvimento da Geografia de Alfenas está em construção, e a criação de uma revista científica fortalecerá esse diálogo entre a comunidade científica e socialização dos resultados de pesquisas, feitas nas várias partes do Brasil e do mundo.</p> <p>Neste primeiro volume do Boletim Alfenense de Geografia contamos com os artigos de Ana Claudia Ramos Sacramento - &nbsp;<em>Reflexões sobre as novas reformas de formação de professores: estudo de caso das licenciaturas dos cursos de geografia no estado do Rio de Janeiro</em>; Maria Adélia de Souza - <em>A Geografia Renovada e a compreensão do mundo atual: teoria e método</em>; Neandher da Silva Pacífico Galvão e Dante F. C. Reis Junior - <em>“Guerras da ciência” e postura anticientífica em geografia</em>; Vanessa Manfio - <em>Um olhar sobre a paisagem do Vinho do Douro, Portugal</em>; Luiz Eduardo Panisset Travassos, Gleyber Eustáquio Calaça Silva, Gabriel Caldeira Gomes e Juliana Torres de Souza - <em>Jogos de tabuleiro na sala de aula: proposta de ensino da geografia física pela adaptação do Monopoly®</em> ; &nbsp;Jefferson Rodrigues de Oliveira e Paulo Afonso Dias de Lima - <em>Fé e virtualidade no século XXI: novas territorialidades e práticas de devoção ao sagrado na era digital</em>.</p> <p>Esperamos uma ótima leitura e contamos com a participação da comunidade geográfica nos próximos volumes da revista, ampliando os debates e socialização da produção geográfica brasileira.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong><em>Flamarion Dutra Alves</em></strong></p> <p><strong><em>Editor</em></strong></p> Flamarion Dutra Alves Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1667 qua, 06 out 2021 00:00:00 +0000 REFLEXÕES SOBRE AS NOVAS REFORMAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1630 <p>A formação inicial de professores tem sido alvo de constantes discussões, principalmente devido às propostas vindas do Ministério da Educação. O objetivo deste texto é refletir sobre as reformas da formação de professores dos cursos de licenciatura em Geografia presencial no estado do Rio de Janeiro. A pesquisa qualitativa contribui para desenvolver as análises reflexivas do tema em questão, por meio da pesquisa bibliográfica e a análise dos conteúdos apresentados nos documentos curriculares dos cursos de licenciaturas em Geografia do estado do Rio de Janeiro. Os resultados apontam que alguns cursos concluíram seus documentos curriculares e outros ainda estão em debate, principalmente por conta da nova Resolução 02/2019. Os cursos criticam o documento, pois não defendem o posicionamento ao alinhamento à Base Nacional Comum Curricular da Educação Básica, uma vez que desvaloriza os estudos do campo científico da educação e da ciência em questão.</p> Ana Claudia Ramos Sacramento Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1630 seg, 27 set 2021 17:49:35 +0000 A GEOGRAFIA RENOVADA E A COMPREENSÃO DO MUNDO ATUAL https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1656 <p>Este texto busca a compreensão e evolução da Geografia Renovada, para aprimorar sua epistemologia diante da complexidade do mundo presente. Ele alerta sobre a necessidade de um conhecimento geográfico produzido com rigor, que facilite o diálogo multidisciplinar, o aprimoramento do estatuto científico da Geografia e a retomada de um debate-tabu que é aquele da sua unidade com implicações na formação do geógrafo. As Geografias - Física e Humana e suas fragmentações - ensinadas nas universidades exibem métodos que ignoram as dinâmicas do mundo atual e o rumo a ser dado ao conhecimento geográfico sobre temas que dizem respeito à manutenção da vida humana na superfície do planeta, tais como: a intensificação do processo migratório contemporâneo, a degradação e exploração da natureza, o aumento crescente das desigualdades socioespaciais resultantes do processo de globalização, que sinalizam com suas crises a urgência&nbsp; da emergência de um mundo novo. As múltiplas Geografias com as quais ainda se trabalha acadêmica e cientificamente empobrecem o sentido requerido para o conhecimento do espaço geográfico, único objeto de uma Geografia cientifica, epistemológica e teoricamente sólida e bem constituída.</p> Maria Adélia de Souza Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1656 seg, 27 set 2021 00:00:00 +0000 "GUERRAS DA CIÊNCIA" E POSTURA ANTICIENTÍFICA NA GEOGRAFIA https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1612 <p>As “Guerras da Ciência” (<em>Science Wars</em>) foram conflitos entre pós-modernos (e marxistas), de um lado, e praticantes de ciências naturais, de outro. A ascensão da sociologia como alternativa na explicação da prática científica e o famoso embuste de Alan Sokal (<em>Sokal Hoax</em>) foram alguns dos gatilhos da tensão. Neste artigo demarcamos os lados da guerra, descrevendo as ideias de autores reconhecidos por suas influências no conflito: J.-F. Lyotard, B. Latour e S. Woolgar – representantes de um dos lados da trincheira; A. Sokal , J. Bricmont, P. Gross e N. Levitt – do outro. Em seguida, tecemos considerações a propósito da diferenciação entre os pensamentos pós-moderno e marxista; discernimento necessário, posto que, embora eles partilhem uma postura anti-moderna, são referidos de forma generalizante e intercambiável. Por fim, mensuramos o impacto do conflito na Geografia – quando as posições de David Harvey, famoso geógrafo marxista, são expostas; sendo identificado nas ideias deste autor um caráter mais militante do que científico. Constata-se na Geografia de Harvey um sentimento anti-moderno, o qual contribui a alimentar o anticientificismo.</p> Neandher Galvão, Dante Flávio Reis Júnior Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1612 seg, 27 set 2021 19:30:59 +0000 UM OLHAR SOBRE A PAISAGEM DO VINHO DO DOURO, PORTUGAL https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1611 <p>A paisagem é um ponto de estudos de muitas pesquisas, principalmente de áreas como agronomia, economia, geografia, dos quais os vinhedos são os grandes protagonistas. Entre as paisagens do vinho de Portugal mais veneradas pelos turistas está a Paisagem do Douro Vinhateiro, que guarda uma vitivinicultura caracterizada por terraços de vinhas. Pensando nisso, o presente trabalho procurou analisar e descrever a paisagem vitícola do Douro, apresentando suas formas e particularidades, a partir da utilização da pesquisa descritiva, e de recursos metodológicos, tais como: a revisão de literatura, a análise da paisagem e a coleta de dados. Neste trabalho, conseguiu-se reunir informações sobre a paisagem, vistas pelas características e aspectos importantes reforçados na abordagem. Uma destas é que a paisagem do Douro é o resultado da união da natureza, da vegetação nativa, da cultura, das construções, dos casarões barrocos, da modernidade, dos terraços, dos demais gêneros agrícolas cultivados no rural, e do vinho. Este conjunto deixa a paisagem única e imaterial no tempo e espaço.</p> Vanessa Manfio Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1611 seg, 27 set 2021 19:51:40 +0000 JOGOS DE TABULEIRO NA SALA DE AULA https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1606 <p>A criatividade deve ser a norteadora para que alunos e professores desenvolvam o processo de ensino e aprendizagem da forma mais produtiva possível, sobretudo diante dos impactos oriundos da globalização e das novas tecnologias digitais que colocaram em xeque o modo tradicional de educação. Assim sendo, o presente trabalho tem por objetivo demonstrar como a adaptação de um jogo de tabuleiro para uso em sala de aula na Educação Superior pode favorecer a formação dos futuros professores de Geografia. Neste intuito, os autores e autora buscaram ajustar as regras existentes, bem como o tabuleiro e as cartas do jogo Monopoly®. Também foram elaborados arquivos para que o jogo pudesse ser utilizado e/ou adaptado para outras disciplinas e por qualquer um que se interesse pelo assunto. Os resultados apresentam a experiência didática da aplicação do jogo, que pode ficar ainda mais dinâmico com algumas alterações. O projeto e utilização deste recurso didático-pedagógico em sala de aula demonstrou ser eficiente e permitiu a interação entre os participantes durante as atividades de ensino e aprendizagem, sendo significativamente funcional no processo educativo.</p> Luiz Eduardo Panisset Travassos, Gleyber Eustáquio Calaça Silva , Gabriel Caldeira Gomes , Juliana Torres de Souza Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1606 seg, 27 set 2021 20:00:38 +0000 FÉ E VIRTUALIDADE NO SÉCULO XXI: https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1658 <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar as novas práticas de difusão da fé através dos meios de comunicação e no ciberespaço, em especial no período pandêmico vivenciado pelo mundo, no final de 2019, e sua permanência em 2021, com a COVID-19. A pandemia intensificou a necessidade do uso das tecnologias na comunicação em suas diferentes esferas – sociais, políticas e econômicas. Desta maneira, abordaremos neste trabalho o processo de intensificação do uso destas tecnologias de comunicação para a difusão da fé, à luz do conceito de hipermodernidade, que apresenta uma característica marcante no século XXI: o aumento da individualidade, a busca pelo self, a diversidade dos processos capitalistas, que favoreceram a criação de novas inter-relações entre o homem e a tecnologia, por meio das diferentes interações no ciberespaço. À vista disto, as novas interações espaciais digitais favorecem a criação de novos territórios e territorialidades religiosas no ciberespaço. A Igreja Católica e grupos político-religiosos de outras denominações / ritos, como as de origem protestante, rompem a barreira do templo físico para o virtual.</p> Jefferson Rodrigues de Oliveira, Paulo Afonso Dias de Lima Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1658 qua, 29 set 2021 17:08:01 +0000 Expediente e Sumário https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1668 Copyright (c) 2021 Boletim Alfenense de Geografia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://publicacoes.unifal-mg.edu.br/revistas/index.php/boletimalfenensedegeografia/article/view/1668 qua, 06 out 2021 20:14:29 +0000